sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

UFCD 0822 - Organigramas

 

📌 Conceito de Organigrama

Um organigrama é uma representação gráfica da estrutura organizacional de uma entidade (empresa, escola, instituição pública, associação, etc.).

Mostra de forma visual:

  • Os cargos ou funções

  • Os níveis hierárquicos

  • As relações de autoridade e responsabilidade

  • A forma como os diferentes departamentos se organizam

Ou seja, permite perceber quem depende de quem dentro da organização.


🎯 Para que serve um organigrama?

  • Clarificar responsabilidades

  • Facilitar a comunicação interna

  • Definir linhas de autoridade

  • Apoiar a gestão e a tomada de decisão

  • Integrar novos colaboradores


🏢 Exemplos de Organigramas

1️⃣ Organigrama simples de uma empresa pequena

Diretor Geral │ ┌────────────┼────────────┐ │ │ │ Financeiro Comercial Produção

✔ O Diretor Geral está no topo.
✔ Os departamentos respondem diretamente ao diretor.


2️⃣ Organigrama de uma escola

Diretor │ ┌────────┼────────┐ │ │ │ Subdiretor Secretaria Coordenação Pedagógica │ Professores

✔ O Diretor lidera a escola.
✔ Os professores dependem da coordenação pedagógica.


3️⃣ Organigrama funcional (empresa média)

CEO │ ┌───────────────┼────────────────┐ │ │ │ Recursos Humanos Marketing Operações │ Supervisores │ Técnicos

Neste caso:

  • A estrutura é organizada por funções

  • Existe uma cadeia hierárquica bem definida


🔄 Tipos de Organigrama

  • Vertical – Estrutura tradicional de cima para baixo

  • Horizontal – Estrutura mais plana, com menos níveis hierárquicos

  • Matricial – Colaboradores respondem a mais do que um superior

  • Circular – Representação menos hierárquica, com a liderança no centro

Um site para criar organograma é o https://www.drawio.com/

UFCD 0822 - Fluxos de Informação

 


Os fluxos de informação correspondem ao percurso que a informação realiza dentro de uma organização, sistema ou entre diferentes entidades, desde a sua criação ou recolha até ao seu destino final.

De forma simples, representam como a informação circula, quem a envia, quem a recebe, por que canais é transmitida e com que finalidade.


🔎 Elementos principais dos fluxos de informação

  1. Origem – Onde a informação é gerada (ex.: colaboradores, sistemas informáticos, clientes).

  2. Processamento – Tratamento ou transformação da informação.

  3. Transmissão – Meios utilizados (email, sistemas ERP, plataformas digitais, reuniões, relatórios, etc.).

  4. Destino – Quem recebe e utiliza a informação.

  5. Armazenamento – Registo e conservação para utilização futura.


🔄 Tipos de fluxos de informação numa organização

  • Fluxo vertical descendente – Da gestão para os colaboradores (ex.: instruções, políticas).

  • Fluxo vertical ascendente – Dos colaboradores para a gestão (ex.: relatórios, feedback).

  • Fluxo horizontal – Entre departamentos ou equipas ao mesmo nível hierárquico.

  • Fluxo externo – Entre a organização e entidades externas (clientes, fornecedores, parceiros).


🎯 Importância dos fluxos de informação

  • Melhoram a comunicação interna

  • Apoiam a tomada de decisão

  • Aumentam a eficiência organizacional

  • Reduzem erros e falhas de comunicação

  • Facilitam o controlo e a coordenação das atividades

🏢 1. Numa empresa (fluxo interno)

📌 Exemplo 1 – Fluxo descendente

O diretor envia um email aos colaboradores com novas regras de horário.
➡ A informação parte da gestão e segue para os funcionários.

📌 Exemplo 2 – Fluxo ascendente

Um colaborador envia um relatório mensal de vendas ao seu superior.
➡ A informação parte do nível operacional para a gestão.

📌 Exemplo 3 – Fluxo horizontal

O departamento de vendas comunica ao departamento de armazém que há uma nova encomenda urgente.
➡ A informação circula entre departamentos ao mesmo nível hierárquico.


💻 2. Num Sistema de Informação

📌 Exemplo 4 – Sistema ERP

Um funcionário regista uma encomenda no sistema.
➡ O sistema atualiza automaticamente:

  • O stock

  • A faturação

  • A contabilidade

Aqui o fluxo é digital e automatizado entre módulos do sistema.


🏫 3. Numa escola

📌 Exemplo 5 – Comunicação administrativa

A secretaria envia as notas finais aos alunos através da plataforma online.
➡ Fluxo entre instituição e utilizadores externos.


🌐 4. Fluxo externo

📌 Exemplo 6 – Empresa e fornecedor

A empresa envia uma ordem de compra ao fornecedor.
O fornecedor responde com a confirmação da encomenda.
➡ Existe um fluxo bidirecional externo.


🔐 5. Em Cibersegurança

📌 Exemplo 7 – Monitorização de rede

Um sistema de segurança deteta uma tentativa de acesso suspeita.
➡ Gera um alerta automático para o administrador de sistemas.
➡ O administrador analisa a informação e toma uma decisão.


📊 6. Em Business Intelligence (ex.: Power BI)

📌 Exemplo 8 – Análise de dados

Os dados são recolhidos de:

  • Base de dados SQL

  • Ficheiros Excel

  • Sistema ERP

➡ São tratados no Power BI
➡ Transformados em dashboards
➡ Utilizados pela gestão para tomada de decisão


A seguir 3 Exemplos sobre fluxo de informação;

https://cybermap.kaspersky.com/pt 







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

UFCD 10873 - Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud Platform (GCP)

 



A computação em nuvem (cloud computing) em Portugal é dominada pelos três grandes provedores globais: Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud Platform (GCP). Estes fornecedores oferecem uma vasta gama de serviços (IaaS, PaaS, SaaS) que permitem a empresas e profissionais em Portugal armazenar dados, desenvolver aplicações e utilizar inteligência artificial (IA) de forma escalável. 


Aqui está um resumo comparativo com base em informações relevantes para o mercado português:

1. Principais Provedores (As "Três Grandes")

AWS (Amazon Web Services): Líder global de mercado (30-35% de quota). É conhecida pela maior maturidade, ecossistema vasto e grande demanda por profissionais certificados em Portugal.

Microsoft Azure: Muito forte em ambiente empresarial, especialmente pela integração nativa com o Windows Server, Active Directory e Office 365. É frequentemente a escolha principal para empresas com infraestrutura Microsoft pré-existente.

GCP (Google Cloud Platform): Destaca-se em análise de dados (Big Data), inteligência artificial, machine learning e tecnologias nativas da nuvem, como o Kubernetes. 


2. Comparação de Serviços

A maioria dos serviços é comparável entre as plataformas:

Computação: AWS EC2, Azure Virtual Machines, Google Compute Engine.

Armazenamento: AWS S3, Azure Blob Storage, Google Cloud Storage.

Bases de Dados: AWS RDS, Azure SQL Database, Cloud SQL. 



3. Presença em Portugal

Embora os grandes centros de dados regionais (Regiões AWS/Azure/GCP) geralmente não estejam localizados fisicamente em território português, todos os provedores operam através de redes globais de alta velocidade e podem utilizar localizações de borda (edge locations) para garantir baixa latência. Muitas empresas em Portugal adotam soluções híbridas (nuvem pública + infraestrutura local). 


4. Qual escolher?

Para quem procura mais oportunidades de emprego/certificação: AWS costuma ser o ponto de partida recomendado.

Para integração corporativa (Windows): Azure é, geralmente, a escolha mais natural.

Para Data Science/AI: GCP é altamente reconhecido. 


5. Recursos em Português

Todos os provedores oferecem documentação técnica extensa, consolas de gestão e suporte técnico em português, facilitando a adoção local. 


Google Cloud Documentation

AWS: Possui documentação e console traduzidos.

Azure: Integração forte com suporte local Microsoft Portugal.

GCP: Documentação técnica disponível em ?hl=pt.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Devops - Conceito Terraform


O que é Terraforma?

O Terraform é uma ferramenta de Infraestrutura como Código (IaC) de código aberto que permite provisionar e gerenciar infraestrutura de forma declarativa em diversos provedores (AWS, Azure, GCP, VMware, etc.). Ele possibilita ambientes repetíveis e com controle de versão.

Como funciona o Terraform

  • Configuração: Você descreve a infraestrutura em HCL Arquivos (recursos, fontes de dados, variáveis, saídas).
  • Provedores: Plugins que traduzem a configuração em chamadas de API para cada plataforma.
  • Estado: Um arquivo de estado rastreia recursos reais e seus atributos, permitindo a detecção de mudanças (plan) e atualizações (apply).
  • Módulos: Unidades reutilizáveis ​​que encapsulam padrões e melhores práticas.
  • Fluxos de trabalho: init → validate → plan → apply com backends de estado remotos (por exemplo, S3, Azure Storage, GCS) e bloqueio.

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Conceitos-chave

  • Idempotência: Corrida apply converge repetidamente recursos para o estado declarado.
  • Gráfico de Dependência: O Terraform cria um DAG (Grafo Acíclico Direcionado) para ordenar as operações com segurança (criar, atualizar, destruir).
  • Imutabilidade: Prefira substituir em vez de modificar para implantações mais seguras.
  • Política e CI/CD: Validar com fmt/validate, executar planos em pipelines e aprovar alterações com revisões de código.

Exemplo de snippet

# provedores, variáveis ​​e módulos omitidos por brevidade recurso "aws_instance" "relianoid_lb" { ami = var.relianoid_ami_id instance_type = "c6i.large" subnet_id = var.private_subnet_id user_data = file("${path.module}/cloud-init-relianoid.yaml") tags = { Name = "relianoid-lb" } }

Por que usar o Terraform com RELIANOID?

O Terraform permite que você provisione RELIANOID balanceadores de carga reproduzíveis em diferentes nuvens e ambientes usando o mesmo fluxo de trabalho baseado em Git:

  • Repetibilidade e auditoria: A configuração versionada garante instâncias de balanceamento de carga, redes e regras de segurança consistentes em todos os estágios.
  • Padronização multicloud: Uma única base de código para criar RELIANOID na AWS, Azure ou GCP com variáveis ​​específicas do ambiente.
  • Implantações confiáveis: Uso plan Visualizar alterações; aplicar com pipelines; aproveitar a reinicialização a quente em RELIANOID Para minimizar interrupções durante atualizações de políticas.
  • Inicialização: Scripts de inicialização ou de inicialização em nuvem podem carregar inicialmente RELIANOID Configuração, certificados e verificações de integridade na primeira inicialização.
  • Composibilidade: Encapsule ouvintes, pools, sondas de integridade e políticas de segurança em módulos reutilizáveis ​​por equipe de aplicação.

Com o Terraform, seu RELIANOID Essa camada passa a fazer parte do mesmo processo de entrega auditado e automatizado que o restante da sua infraestrutura.

Recursos

Implementar RELIANOID Enterprise Edition na AWS com Terraform
Implementar RELIANOID Edição Enterprise no Azure com Terraform
Implementar RELIANOID Enterprise Edition no GCP com Terraform

Implementar RELIANOID Community Edition na AWS com Terraform
Implementar RELIANOID Community Edition no Azure com Terraform
Implementar RELIANOID Community Edition no GCP com Terraform

Devops - Como Instalar o Terraform no Windows e Linux

 


Instalação Terraform


O Terraform é uma ferramenta de código aberto, desenvolvida pela HashiCorp que permite descrever sua infraestrutura como código (“Infrastructure as Code” ou IaC) usando uma linguagem declarativa simples e legível chamada Hashicorp Configuration Language (“HCL”).

Após escrever a infraestrutura desejada em arquivos de configuração, você consegue implantar e gerenciar a infraestrutura de forma automatizada em diferentes plataformas de nuvem pública (AWS, Digital Ocean, Azure, entre outras) e também em infraestrutura on-premises (VMware, Proxmox, etc.).


Instalação Terraform no Windows

1. Acesse o site do download oficial do Terraform em: https://developer.hashicorp.com/terraform/install

2. Na parte correspondente ao “Windows”, faça o download do arquivo conforme a arquitetura do seu processador (32 ou 64 bits).

3. Depois do download, extraia o executável para um diretório de sua escolha (por exemplo, C:\ProgramData\terraform).

Adicione o diretório onde você extraiu o Terraform ao caminho global (PATH) do seu sistema:

4. Vá em “Painel de Controle > Sistema e Segurança > Sistema” e escolha a opção “Configurações Avançadas de Sistema”.

5. Clique no botão [Variáveis de Ambiente].

6. Na seção “Variáveis do sistema”, selecione a variável “Path” e clique em “Editar”.

7. Clique em “Novo” e adicione o caminho escolhido por você para o diretório do Terraform (por exemplo, “C:\ProgramData\terraform”).

8. Clique em “OK” em todas as janelas para salvar as alterações.

9. Abra uma janela do terminal Power Shell e verifique se o Terraform está funcionando corretamente.

terraform -version

Levando em consideração que, no momento de produção deste artigo a última versão é a 1.7.3, a saída deve ser semelhante ao mostrado a seguir:

Terraform v1.7.3
on windows_amd64

Instalação Terraform no Linux

Para Linux, a melhor opção é via gerenciador de pacotes, pois a HashiCorp mantém e assina oficialmente pacotes para as principais distribuições do Linux. Basta então, ir até a página de downloads e acessar a respectiva seção de seu sistema operacional e seguir as instruções:

UC 634 - Topologia de Redes

 


Topologia de Redes

A topologia de redes refere-se à forma como os dispositivos de uma rede (computadores, servidores, switches, routers, etc.) estão ligados entre si, tanto a nível físico como lógico.

Existem vários tipos de topologias, cada uma com vantagens e desvantagens.


1. Topologia em Barramento (Bus)

Todos os dispositivos estão ligados a um único cabo principal (backbone).

Vantagens:

  • Simples de implementar

  • Baixo custo

  • Usa pouco cabo

Desvantagens:

  • Se o cabo principal falhar, toda a rede para

  • Difícil de detectar falhas

  • Baixo desempenho com muitos dispositivos


2. Topologia em Estrela (Star)

Todos os dispositivos ligam-se a um equipamento central (switch ou hub).

Vantagens:

  • Fácil de instalar e gerir

  • Uma falha num cabo não afecta toda a rede

  • Bom desempenho

Desvantagens:

  • Se o equipamento central falhar, a rede fica inoperacional

  • Custo mais elevado

👉 É a topologia mais usada actualmente.


3. Topologia em Anel (Ring)

Os dispositivos estão ligados em forma de anel, onde os dados circulam numa direcção (ou duas).

Vantagens:

  • Dados circulam de forma ordenada

  • Menos colisões

Desvantagens:

  • Uma falha pode afectar toda a rede

  • Difícil de reconfigurar


4. Topologia em Malha (Mesh)

Cada dispositivo liga-se a vários ou a todos os outros.

Vantagens:

  • Alta fiabilidade

  • Excelente tolerância a falhas

Desvantagens:

  • Muito cara

  • Complexa de instalar e manter


5. Topologia em Árvore (Tree)

Combinação de topologias em estrela organizadas de forma hierárquica.

Vantagens:

  • Escalável

  • Fácil de gerir em grandes redes

Desvantagens:

  • Dependência do nó principal

  • Configuração mais complexa


6. Topologia Híbrida

Combinação de duas ou mais topologias diferentes.

Vantagens:

  • Flexível

  • Adapta-se a diferentes necessidades

Desvantagens:

  • Planeamento e gestão mais complexos

  • Pode ser dispendiosa


Conclusão

A escolha da topologia de rede depende de factores como:

  • Tamanho da rede

  • Custo

  • Desempenho desejado

  • Fiabilidade


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

UC 634 - Tipos de LAN, MAN, WAN



Todos nós já ouvimos falar certamente em redes de comunicação (também designadas de redes informáticas ou redes de dados).  Uma “rede” (na área da informática), é definida como um conjunto de equipamentos interligados entre si, e que permitem o transporte e troca de vários tipos de informação entre utilizadores e sistemas.


Na hora de classificar uma rede qual o critério a usar?






Segundo o mítico livro “Engenharia de Redes Informáticas” (um must-have para qualquer aluno de Eng. Informática) dos autores Edmundo Monteiro e Fernando Boavida, uma rede de comunicação pode ser classificada segundo um ou mais critérios. Podemos classificar as redes de acordo com o/a:


débito (baixo, médio, alto, muito alto)

topologia (bus, anel, estrela, híbrida)

meios físicos (cobre, fibra óptica, micro-ondas, infravermelhos…)

tecnologia de suporte (comutação de pacotes, comutação de circuitos, assíncronas, plesiócronas, síncronas, etc)

ou segundo o ambiente ao qual se destinam (redes de escritório, redes industriais, redes militares, redes de sensores, etc)

No entanto, a classificação mais frequente baseia-se na área – geográfica ou organizacional e aí entram os termos que normalmente ouvimos: LAN, MAN, WAN, PAN…etc. Vamos então passar a explicação simples de algumas definições mais comuns:


LAN (Local Area Networks) – também designadas de redes locais, são o tipo de redes mais comuns uma vez que permitem interligar computadores, servidores e outros equipamentos de rede, numa área geográfica limitada (ex. sala de aula, casa, espaço Internet, etc).




MAN (Metropolitan Area Networks) – permitem a interligação de redes e equipamentos numa área metropolitana (ex. locais situados em diversos pontos de uma cidade).




WAN (Wide Area Netwoks) – permitem a interligação de redes locais, metropolitanas e equipamentos de rede, numa grande área geográfica (ex. país, continente, etc).